29ª Bienal de Arte - de 25 de Setembro a 12 de dezembro. A 29ª Bienal de São Paulo está ancorada na ideia de que é impossível separar a arte da política. Essa impossibilidade se expressa no fato de que a arte, por meios que lhes são próprios, é capaz de interromper as coordenadas sensoriais com que entendemos e habitamos o mundo, inserindo nele temas e atitudes que ali não cabiam e tornando-o, assim, diferente e mais largo. A eleição desse princípio organizador do projeto curatorial se justifica por duas principais razões. Em primeiro lugar, por viver-se em um mundo de conflitos diversos, onde paradigmas de sociabilidade são o tempo inteiro questionados, e no qual a arte se afirma como meio privilegiado de apreensão e simultânea reinvenção da realidade. Em segundo lugar, por ter sido tão extenso esse movimento de aproximação entre arte e política nas duas últimas décadas, se faz necessário, novamente, destacar a singularidade da primeira em relação à segunda, por vezes confundidas ao ponto da indistinção. É nesse sentido que o título dado à exposição, “Há sempre um copo de mar para um homem navegar"-verso do poeta Jorge de Lima tomado emprestado de sua obra maior,Invenção de Orfeu(1952) –, sintetiza o que se busca com a próxima edição da Bienal de São Paulo: afirmar que a dimensão utópica da arte está contida nela mesma, e não no que está fora ou além dela. É nesse “copo de mar” – ou nesse infinito próximo que os artistas teimam em produzir – que, de fato, está a potência de seguir adiante, a despeito de tudo o mais; a potência de seguir adiante, como diz o poeta, “mesmo sem naus e sem rumos / mesmo sem vagas e areias”. Por ser um espaço de reverberação desse compromisso em muitas de suas formas, a mostra vai pôr seus visitantes em contato com maneiras de pensar e habitar o mundo para além dos consensos que o organizam e que o tornam ainda lugar pequeno, onde nem tudo ou todos cabem. Vai pôr seus visitantes em contato com a politica da arte. A 29ª Bienal de São Paulo pretende ser, assim, simultaneamente, uma celebração do fazer artístico e uma afirmação de sua responsabilidade perante a vida; momento de desconcerto dos sentidos e, ao mesmo tempo, de geração de conhecimento que não se encontra em nenhuma outra parte. Pretende, por tudo isso, envolver o público na experiência sensível que a trama das obras expostas promove, e também na capacidade destas de refletir criticamente o mundo em que estão inscritas. Enfim, oferecer exemplos de como a arte tece, entranhada nela mesma, uma política. Um grupo de curadores convidados de procedências diversas, os quais contribuem para que o projeto tenha amplitude e densidade compatível com a vocação internacional que a instituição possui desde sua origem foi convidado para a 29ª Bienal garantir seu sucesso esperado. A exposição contará com cerca de 160 artistas de diversas partes do mundo. |
Revelarte – somente no mês de Outubro de 2010.
Imagine deparar com um Van Gogh, um Renoir ou um Goya no muro de uma movimentada rua de São Paulo. É o que poderá acontecer com o pedestre durante todo o mês de outubro, quando o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) exibirá, para além de suas galerias, reproduções de quarenta obras do acervo na exposição RevelARTE – O MASP nas Ruas.
O objetivo da iniciativa é levar à população reproduções de obras de arte do acervo do MASP, o mais valioso e representativo do Hemisfério Sul, em uma área com cerca de 1,5 quilômetro de raio em torno do museu. Mais visitado museu do país, o MASP reúne cerca de 8.000 obras de arte produzidas na Europa e Américas nos últimos 500 anos. As reproduções foram selecionadas pelo curador do museu, Teixeira Coelho.
Realizada por meio do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura (ProAc), a proposta busca proporcionar encantamento, sobretudo àqueles que nunca tiveram a oportunidade de entrar em um museu. Habituado às vitrines das lojas, o pedestre pode se surpreender com reproduções de obras de artistas de renome em plena rua, entre os quais Modigliani, Cézanne, Monet.
A Usina Colombo e o Açúcar Caravelas se sentem honrados em patrocinar esta iniciativa inédita no país, que certamente marcará com arte a lembrança daqueles que tiverem contato com esta intervenção criativa e oportuna na vida da cidade de São Paulo.
A Usina Colombo e o Açúcar Caravelas se sentem honrados em patrocinar esta iniciativa inédita no país, que certamente marcará com arte a lembrança daqueles que tiverem contato com esta intervenção criativa e oportuna na vida da cidade de São Paulo.
Empreendedorismo
Inovação, ousadia. Busca do novo, com o intuito de obter sucesso e, consequentemente, melhores resultados.
Baseando- se na definição de empreendedorismo e comparando os dois eventos em questão podemos dizer que o Revelarte é o mais empreendedor dentre eles, pois aplicou um conceito inovador. Como normalmente as pessoas passam pelo MASP e não entram para ver as obras, por falta de interesse, ou mesmo de tempo (hoje as pessoas vivem correndo sem tempo nem pra elas próprias, quem dirá para visitar obras de arte, mesmo passando por la quase sempre...), um empreendedor teve a excelente ideia de levar um pouco do MASP para as ruas próximas, com o intuito, não somente de levar arte até as pessoas, como também causar um interesse, ou mesmo curiosidade, provocando-as a visitarem o MASP em outra oportunidade e ver as obras originais... Acaba atingindo publico direto nas ruas e indireto (aqueles que depois vão com mais calma até lá e visitam a exposição).
A Bienal de Arte, já está em sua 29ª edição, sempre realizando melhorias, mas mantendo um certo padrão, sempre em locais fechados, de tradição em exposições e com segurança onde as pessoas já sabem que está localizada, e como é. Porém nessa edição, houve um fato realmente inovador, onde os organizadores convidaram os pixadores da 28ª edição do evento para participarem (como artistas !!!) do evento. Essa atitude foi empreendedora, se aliar aos seus “inimigos”, com intuito de mostrar que a arte é inclusiva e garantindo que não houvesse novamente o mesmo problema da Bienal anterior. Será que na 30ª Bienal, veremos os defensores do urubus (um dos artistas expôs urubus em uma das obras e os ativistas fizeram manifestação para retirada dos mesmos), se apresentando como artistas?? Mas, isso não seria empreendedor, seria uma repetição do que foi com os pixadores, e repetição não é característica empreendedora. Vamos esperar dois anos e veremos se a Bienal se convidará os ativistas a participarem, ou ainda, se trará algo surpreendente para seu público.
Retail Marketing
Diferente do marketing tradicional, focado nos aspectos da marca e do produto, o marketing de varejo tem como seu principal diferencial a maneira com o qual se comunica com o consumidor,
muitas vezes, descrevendo pouco sobre os produtos em si, preocupando-se principalmente em destacar uma ocasional oferta ou preço promocional.
No Brasil, um dos principais conceitos utilizados na abordagem do consumidor é a chamada “sensação de oportunidade única”. Desde os splashes e cartazes, até mesmo a propaganda veiculada no meios de comunicação como rádio e televisão, diariamente somos verdadeiramente bombardeados com promoções que enfatizam slogans e frases de efeito como “Agora ou Nunca”, “É só amanhã”, “Termina nesse final de semana”, e por aí vai. Todas essas frases tem como intuito apenas um objetivo: criar uma sensação de oportunidade única na mente do consumidor, levando este a tomar uma decisão rápida, e muitas vezes não planejada, de adquirir o produto, devido à disponibilidade imediata, a condição única de pagamento, ou o preço extremamente atrativo.
No Brasil, um dos principais conceitos utilizados na abordagem do consumidor é a chamada “sensação de oportunidade única”. Desde os splashes e cartazes, até mesmo a propaganda veiculada no meios de comunicação como rádio e televisão, diariamente somos verdadeiramente bombardeados com promoções que enfatizam slogans e frases de efeito como “Agora ou Nunca”, “É só amanhã”, “Termina nesse final de semana”, e por aí vai. Todas essas frases tem como intuito apenas um objetivo: criar uma sensação de oportunidade única na mente do consumidor, levando este a tomar uma decisão rápida, e muitas vezes não planejada, de adquirir o produto, devido à disponibilidade imediata, a condição única de pagamento, ou o preço extremamente atrativo.
Baseando-se na definição descrita acima, podemos afirmar que a 29ª Bienal não se utiliza muito desse tipo de marketing, sendo uma exposição de longa duração (de 29/09 até 12/12), talvez se utilizem desse tipo de marketing na reta final do evento, divulgando-o como ultima semana ou últimos dias, algo nessa linha de divulgação. A divulgação do longo período de exposição do evento talvez cause uma certa despreocupação no publico que fica tranquilo sabendo que o evento estará no Ibirapuera por tanto tempo, e , com certeza, na ultima semana irá correndo e, provavelmente, a 29ª Bienal ficará lotada, mesmo estando a disposição por mais de dois meses. Esse é o efeito causado pelo retail marketing – um certo “desespero” no publico, de “se eu não for essa semana, não verei mais”, sem a utilização dessa ferramenta a visitação ao evento é muito menor do que com o uso dela, um caso para a organização repensar para a próxima edição do evento.
No caso do Revelarte, apesar de se ter a divulgação de um prazo curto e o evento se utilizar um pouco do retail marketing (“somente no mês de outubro”), o publico sabe que mesmo as replicas sendo retiradas das ruas do centro, as obras estarão expostas no MASP, o que causa uma certa tranquilidade nas pessoas. No entanto, essa exposição das replicas acaba mais por divulgar o próprio MASP e convidar os transeuntes a visitá-lo, do que deixar o público em desespero querendo ver as obras na rua o quanto antes, e é realmente eficaz, pois causa curiosidade nas pessoas ou mesmo, as lembra de que o MASP existe e é um ótimo local para passeio. Resumindo o Revelarte utilizou-se de retail marketing e indiretamente foi um convite ao MASP.
Grupo Sinergia
(grupo acadêmico)
Thiago Testa
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